Quero compartilha o texto de uma grande amigo de décadas (isso mesmo, DÉCADAS melhor não fazer as contas). Aquelas amizades que sempre resistem ao tempo e agora vai resistir ao invisel que vai nos separar. Ontem fez uma semana de tua "abdução" e teus versos eu espalho pelo o mundo Antonio Jandson ( UM INSTIGANTE).
"Lembro de quando fiz 5.
Dava voltas ao redor da mesa da sala de jantar, e não conseguia acreditar que já tinha uma mão cheinha de dedos comemorados - um para cada ano vivido - uma mão inteirinha era o tamanho da minha vida então!
Hoje preciso de muitas vezes minhas duas mãos cheias, para representar com os dedos cada ano vivido.
Os vividos intensamente deveriam ser representados por mais que um dedo, afinal, o desgaste energético e de adrenalina são oxidantes! Por felicidade ou desespero, tanto faz! Na conta do desgaste, vale só a intensidade - a sensação boa ou ruim, é assunto nosso, e dedo não conta isso. Dedo conta o tempo que já foi vivido. Tempo conta o que gastamos de nós mesmos - física, emocional, mental e energeticamente.
Com que dedos contamos o que conquistamos a despeito do que perdemos? E o vice versa?
Será que tem como negociar uma pausa na contagem para o tempo improdutivo gasto com depressão, desilusão, tristeza e afins?
A verdade é que me sinto bem, ainda que me sinta cada vez mais inadequado para viver no que o mundo está se tornando.
Isso modifica a temperatura das expectativas. Somada ao meu segundo tempo no jogo da vida, não vou dizer que é fácil, nem gostoso...
mais a experiencia é do caralho
Ando triste, mas em paz. A inevitabilidade é minha maior linha de apoio.
Inevitabilidade do tempo, bem entendido. Porque do rumo que as coisas estão tomando, não há o que me faça sentir apoiado.
Pelo contrário.....mas aprendi cantando Wisnik:
"Se meu mundo cair......Eu que aprenda a levitar...."
Antonio Jandson
desvio de rumo
quarta-feira, 28 de novembro de 2012
domingo, 26 de agosto de 2012
I´m Back!!!
Depois de tantos meses longe do meu cantinho, é bom volta e notar que o número de visualizações não diminui e que meus amigos gostam do que escrevo. As coisas no mundo mudaram durante esses meses, o que foi mais natural entretanto foram as derrotas da seleção brasileira de futebol, melhor mudar de assunto.
Bom foram tantas coisas que prefiro voltar soltando versinhos pelo ar! (nossa que romantismo, realmente estou me apaixonando cada vez mais por Adam Smith ou talvés Keynes kkkkk).
As noticias mudaram, os ventos mudaram seus cursos, o sol já nasceu inúmeras vezes, mas, continuo adorando as verdade embutidas nos olhares, no sorriso amarela da timidez, dos abraços inesperados, do silêncio que nos cerca em mil palavras querendo sair pela boca. Ainda adoro os versos soltos pelo ar sem motivo aparente, mas, que alguém os pega como feitos para si.
Bom final de Agosto para todos!
Depois de tantos meses longe do meu cantinho, é bom volta e notar que o número de visualizações não diminui e que meus amigos gostam do que escrevo. As coisas no mundo mudaram durante esses meses, o que foi mais natural entretanto foram as derrotas da seleção brasileira de futebol, melhor mudar de assunto.
Bom foram tantas coisas que prefiro voltar soltando versinhos pelo ar! (nossa que romantismo, realmente estou me apaixonando cada vez mais por Adam Smith ou talvés Keynes kkkkk).
As noticias mudaram, os ventos mudaram seus cursos, o sol já nasceu inúmeras vezes, mas, continuo adorando as verdade embutidas nos olhares, no sorriso amarela da timidez, dos abraços inesperados, do silêncio que nos cerca em mil palavras querendo sair pela boca. Ainda adoro os versos soltos pelo ar sem motivo aparente, mas, que alguém os pega como feitos para si.
Bom final de Agosto para todos!
Criz Cavalcante e Bragança
sexta-feira, 6 de abril de 2012
O Teu Cristo
Quando o Cristo renascer nessa semana
denominada Santa, que este mesmo espírito possa renascer em te. Não o Cristo
que nos ensinaram que um dia vai nos cobrar por sua dor na cruz, mas da forma
que você permita que ele chegue a ti.
Ele pode estar sangrando pelos golpes
de suas palavras ou cheio do pó de seus planos que desabaram, e por algum
motivo, você jogou todos os destroços sobre ele. Não se espante quando o
encontrar encharcado da chuva, ele pode esta molhando se a muito tempo; desde
que fechastes suas portas para ele. Mas tenha certeza nunca, você o encontrará
dormindo.
Não se preocupe com orações, palavras,
desapegue se das conveniências e formalidades. Se o mundo te ordena ser adulto
e racional, ele alegra se justamente com o oposto; torne se criança diante
dele. Fale com simplicidade de coisas... Como Cristo que é ele sempre te
protegerá.
Criz Cavalcante
sábado, 31 de março de 2012
Aprovação no Vestibular
Deixei o som
ligado para ouvir o resultado dos aprovados no vestibular 2012 da UERN, logo algumas
coisas me vieram à cabeça, a primeira delas é o samba do malandro Martinho da
Vila, em seguida pude ver-me ainda criança fazendo a mesma coisa e falando a
minha “vozinha”: Um dia eu vou ouvir meu nome... Nem imaginava o que tal situação significava. Os anos se passaram e cá estou eu, com o mesmo frio na
barriga, como se esperasse que mais uma vez meu nome ressoasse entre um dos
tantos aprovados. Aqui estou cheia de inseguranças, persistente e amando cada
vez mais o curso que entre tantos marquei sem extasia.
Não desliguei
tampouco baixei o volume do som, permaneci extática, o sambava continuava e sua
letra parecia remeter a minha (a nossa) própria caminhada, pois até o diretor
careca é o magnífico por lá, mas, com apenas um diferencial: Não passei na
faculdade particular.
Nobre poeta da
vila não passei em umas das 2.016 instituições de ensino superior espalhadas no
território tupiniquim. Para a alegria das minhas estradas estudo em faculdade
pública. A incerteza da aprovação, dedilhar meu nome entre tantos, conferir
gabaritos e gritar o tão famoso PASSEI!!!! A particular nunca haveria de me
proporcionar. O orgulho de meus pais e suas vozes embargadas de tanta alegria e
orgulho valeriam todo o mundo dos meus sonhos. O preenchimento agendado de
formulários toda semana, não espelharia meus olhos marejados quando a tudo isto
relembro, e quando penso em todos os mares tempestuosos, que ainda estão a me
aguardar.
Malandros
haveremos de ser para emendar a noite com o dia para o famoso IRA não ver
baixar, sacudiremos todos os bolsos para as moedas acumular, pois maior fortuna
em uma fotocopiadora não há de igualar, os livros tão caros por enquanto nem
mesmo parcelado podemos almejar, festa de formatura? Só a placa já esta de bom
tamanho. Festa mesmo será emoldurar o diploma onde todos possam vislumbrar, e
poder ter a certeza em cada amanhecer que os ônibus lotados, as inúmeras,
intermináveis greves, artigos, choro valeram a pena.
Aprendemos
logo na UERN o significado de competitividade. O termo é prático, é estar
sempre atento para qualquer carro que parar! Não há como fugir, afinal, quando
escolhemos nosso curso deve ter sido igual... Primeiro saímos correndo,
empurramos os que queriam a nossa frente passar, abrimos a porta do carro,
sentamos então só ai perguntamos: você ta indo pra onde? Só que neste caso o
motorista espera que nós indiquemos a direção ou então nem mesmo do portal ira
passar.
Criz Cavalcante
sábado, 25 de fevereiro de 2012
Boas Surpresas da Internet
Estava acessando meu Twettar em um Sábado chuvoso,(coisa rara em minha cidade: chuva, neblina ou algo similar) quando percebi que havia um novo seguidor,( como de costume, fui bisbilhotar para saber de quem se tratava) para minha felicidade auditiva tratava se de Bodhi Jones. Até aquele momento ainda não tinha ouvido nenhuma música do moço. Bodhi Jones é um compositor e cantor de encher os ouvidos que mora em Vancouver (bem ali); fiquei surpresa com tão boa música, melodia, afinação e voz suavemente peculiar(suave sim, mas nada de voz engessada, ele saber brincar com a mesma)...Enfim, não vou me meter muito pois de música só sei de ouvido; nada de técnica.
Então, como o blog deixa claro(Desvio de Rumo)vamos sair dos papos que nos afloram indignação e mudar o rumo da conversa para música. Vou dividir com vocês a música que não me sai da cabeça chamada "the sky is falling" tem uma batida mais suave(bem dia chuvoso), mas para quem não está no ritmo da chuva, está mais para verão, verão, é só dar uma conferida no site oficial do Bodhi Jones lá você vai encontrar todas suas músicas. Prometo que não irão se arrepender, palavra de piscina! http://www.bodhijones.com/#awp::
Então, como o blog deixa claro(Desvio de Rumo)vamos sair dos papos que nos afloram indignação e mudar o rumo da conversa para música. Vou dividir com vocês a música que não me sai da cabeça chamada "the sky is falling" tem uma batida mais suave(bem dia chuvoso), mas para quem não está no ritmo da chuva, está mais para verão, verão, é só dar uma conferida no site oficial do Bodhi Jones lá você vai encontrar todas suas músicas. Prometo que não irão se arrepender, palavra de piscina! http://www.bodhijones.com/#awp::
domingo, 11 de setembro de 2011
Mãos ao Alto!
Não sei se algum outro cidadão se sente incomodado para não dizer insultado, toda vez que assisti a uma campanha nacional de desarmamento vinculada nos canais de TV de nosso país. O motivo da minha, da sua, de nossa inflamada indignação é simples, nós já nos desarmamos, mas esqueceram de desarmar os trabalhadores do crime.
No auge de nossa imaturidade democrática acreditamos que o Estado poderia nos proteger, sem que precisássemos pegar em armas, ilusão. Hoje, estamos de mãos para o alto sem nem ao menos podermos exercer nosso direito assegurado pela moderna constituição; o direito de legitima defesa. Como se pode exercer a defesa diante de armas cada vez mais poderosas, enquanto nossa polícia está munida de trinta e oito e até armas não letais como teasers, a violência se personifica com um arsenal capaz de derrubar helicópteros, um verdadeiro arsenal de guerra.
Por fim, para preencher essa completa injustiça penal, assistimos diariamente criminosos confessos saindo pelas portas de nossas delegacias, por estarem amparados pela lei; com o benefício de endereço fixo ou pior, por não possuírem antecedentes. É essa a resposta que a justiça nos oferece?
Meu endereço, somente ele não é suficiente para parcelar uma caneta, mas é o bastante para conceder liberdade a quem ceifou a vida de um jovem estudante (Felipe Ramos), que acreditem não estava em um racha, nem envolvido em briga, nem fugindo da polícia, estava dentro de sua faculdade (USP). O que mais poderia acrescentar? Quem perdeu a vida foi o jovem estudante e quem ganhou a liberdade foi seu agressor, por ter se apresentado espontaneamente. Quem lamenta neste momento são seus pais e não são nossas armas que estão disparando, matando, assaltando e ferindo sem nenhum remorso.
O castigo da retirada da liberdade está sendo aplicada sobre nós que estamos trancados em nossas casas, com muros altos, alarmes, grades, uma prisão domiciliar; é assim que estamos em prisão domiciliar.
Criz Cavalcante e Bragança
segunda-feira, 22 de agosto de 2011
A Greve na UERN
Certa vez alguém expressou a seguinte frase: Sou a favor dos motivos da greve, mas não dos métodos. Do mesmo pensamento compartilho, pode parecer uma contradição na análise dos cientistas sociais e até dos que encabeçam tais movimentos, mas do meu lado de cá posso ver e sentir todos os efeitos de uma greve, especificamente de uma greve que já perdura exatamente 66 dias neste dia 05 de Agosto do presente ano.
Os pedidos de desculpas nada podem fazer contra a impotência que me fez redigir estas palavras. Os dias letivos que nos foram retirados não voltam mais, nem o tempo em que coloquei todos meus esforços para a conclusão de um período para então ficar mais perto da sonhada formatura. Querem nos fazer acreditar que as aulas ao serem repostas atenderão as nossas necessidades, a qualidade destas aulas nunca nos satisfizeram, então não desprezem nosso entendimento e principalmente nossa vivência nestas cadeiras uernianas.
Devo ser justo com os poucos mestres que realmente são merecedores de serem mencionados, estes mesmos mestres ao tentarem continuar suas missões em sala de aula formam impedidos de entrarem nesta instituição de ensino por carros, faixas e outros professores que estavam decretando greve. O mais interessante é que vivemos em um país que se afirma constitucionalmente democrático, se pretendem protestar respeitem então a vontade de outros tantos de ficarem do outro lado e exercer suas funções a quem assim procurar.
Na câmara municipal assisti a diversos discursos inflamados em defesa de autonomia financeira para a UERN, segurança para os campi, melhor infraestrutura para os cursos entre outras pautas, mas é desanimador ter consciência de que nenhum destes assuntos serão colocados como primeiro assunto nas mesas de reuniões com o governo, o primeiro e único assunto que fará os professores voltarem as salas de aula será: aumento de salários.
O que poderíamos sentir? Orgulho? Orgulho de termos estudado o bastante para que fossemos aprovados em uma universidade pública? Alegria por termos sido contemplados com uma paralisação de 66 dias que estão enterrando nossos planos de juventude? Agradecemos. Agradecemos aos governantes e professores por estarem nos ensinando o que não fazer quando estivermos no poder, estão nos ensinado a não pensar no próximo, que nesse caso são vários próximos jovens acadêmicos.
Obrigada por estarem nos forçando a tornar real a palavra mais desonrosa para meus vinte e poucos anos: desistir. Desistir de continuarmos esperando que vossos interesses financeiros sejam atendidos. E se alivia a consciência dos governantes e professores tornar público que os alunos estão em greve, lamento informar, mas não estamos em greve e sim aguardando o inicio das aulas, estamos pagando por imóveis que não estão sendo usados, estamos nos equilibrando em estágios que tinham o final do período como firmação de um emprego, estamos correndo atrás de professores para um simples assinatura para estágios, estamos sem biblioteca e sem a certeza de quando estaremos mais próximos da beca e do canudo.
Pensei em transcrever esta mesma indignação em forma de hip hop, mas domínio não tenho e processada não quero ser!
Criz Cavalcante e Bragança
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